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Dossier de Imprensa

Voltamos sempre ao lugar onde fomos felizes
(Visão)

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Um livro também pode chamar turistas e viajantes
(Lusa)

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Autarquias de “A Viagem do Elefante” querem rota turística
(Diário de Notícias)

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Um caminho que é um pretexto

Sim, um pretexto para conhecer melhor Portugal e para aprofundar o nosso próprio conhecimento. O Caminho de Salomão, a viagem do elefante por terras portuguesas é isso, um projecto que traz emoção ao viajante e uma dupla informação: o do património português e o do seu próprio passado.
Percorrendo caminhos traçados noutras épocas, visitando monumentos que foram o esplendor do seu tempo, admirando obras de arte talhadas em pedra mas que, apesar de tudo, parecem fabricadas com a matéria dos sonhos, de tão etéreas, de tão espirituais, viajando, enfim, de Lisboa a Figueira de Castelo Rodrigo o viajante reconhece-se a si mesmo. No seu passado, na sua memória.
A Fundação José Saramago lançou a ideia deste roteiro caminhando, que é como se faz o caminho. Dois meios de comunicação portugueses oferecem a sua visão desta experiência: o Expresso e a SIC. O testemunho que ambos elaboraram fica reflectido nesta secção, e são convites claros para pôr-se em marcha, chegar a Castelo Rodrigo e daí contemplar o mundo.
Percorrer o mapa de Salomão sem pressas, com os olhos abertos, disposto a deixar-se levar pela surpresa, é a proposta da Fundação Saramago.
De Lisboa a Figueira de Castelo Rodrigo, passando por Constância, Castelo Novo, Belmonte, Sortelha e Cidadelhe, uma viagem pelo tempo e pelo melhor presente.
No roteiro encontra, naturalmente, excelentes restaurantes e bons hotéis. O melhor do século XXI numa viagem que pode durar uma vida ou três dias. Encorajamo-lo a percorrê-lo para que as férias sejam algo mais que descanso, mas também.

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A Viagem, o elefante e o escritor
Reportagem de Isabel Lopes (Texto) e Ana Baião (Fotografias)
Publicado na
Revista Única do jornal Expresso,
de 01 de Agosto de 2009

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O Caminho de Salomão na SIC
Trabalho de Sofia Arêde e Humberto Candeias (Imagem)

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presseuropCom um pequeno grupo de amigos, o português vencedor do Nobel da Literatura segue as pegadas da principal personagem do seu último romance “A Viagem do Elefante”. Salomão, o paquiderme protagonista, viajou de Lisboa para Viena no Século XVI. A viagem de três dias num mini-autocarro com José Saramago atravessa Portugal de Lisboa até Figueira de Castelo Rodrigo.

O sol já queima nesta manhã de Junho quando catorze pessoas tomam o seu lugar no mini-autocarro estacionado no Parque da Praça de Londres em Lisboa, junto à casa de Saramago. Os últimos a entrar são o próprio José Saramago e a sua mulher Pilar del Río. Ela é a presidenta da Fundação com o nome do escritor, que promove a iniciativa.

Pilar dirige-se ao grupo “Vamos ser os primeiros a seguir o Caminho de Salomão”, é o início de uma aventura pioneira à semelhança do Caminho de Santiago ou do de D. Quixote. “Não sabemos o que vamos encontrar”, avisa Pilar, mas logo o marido sentencia: “Asseguro-vos que vamos encontrar maravilhas”.
Como não há registos da viagem real, nesta rota portuguesa do elefante Salomão o escritor optou por não mencionar lugares, adensando assim nas páginas do seu último romance uma desejada aura de mistério. Apenas dois pontos são dados a conhecer no livro: o de partida e o de chegada – transformado em presente de casamento por ideia de Dona Catarina da Áustria, mulher de D. João III, ao primo Maximiliano, arquiduque da Áustria, Salomão partiu da cerca onde vivia em Belém rumo a Viena, terminando a etapa nacional em Figueira de Castelo Rodrigo, junto à fronteira com Espanha.
“O elefante gostou do que viu e fê-lo saber à companhia, embora em nenhum ponto o itinerário que escolhemos tivesse coincidido com aquele que a sua memória de elefante zelosamente guardava”, assim iniciou o autor o texto de balanço sobre este périplo publicado no blogue “O Caderno de Saramago”. O motivo para esta viagem: “Há que contar com as aldeias históricas, elas estão vivas” Pilar del Río explica que a ideia da Fundação José Saramago propõe ligar estas aldeias num “Caminho” ou rota para as revitalizar. E acrescenta que já foram feitos contactos com o Ministro da Cultura para avançar com o projecto.

O trágico destino do elefante que atravessou os Alpes

Constância é a nossa primeira paragem. Mal se abre a porta do autocarro, uma lufada de ar quente faz-nos querer seguir as pisadas do elefante até um dos rios, o Zêzere ou o Tejo, que ali se reúnem num “abraço”, como depois escreveu Saramago no blogue, que Camões terá visto mil vezes da janela da casa onde se crê terá vivido. Como o escritor irá comentar na sessão em sua honra na Câmara Municipal, por oposição à duríssima viagem que Salomão e acompanhantes foram obrigados a fazer séculos antes, “estamos muito mal habituados… ar condicionado, aquecimento…”. Explica que foi devido ao desrespeito com que Salomão foi tratado após a sua morte (ocorrida cerca de dois anos após a chegada a Viena devido aos rigores do Inverno austríaco) que decidiu contar a história verídica deste elefante: “Depois de morrer, cortaram-lhe as patas para fazer delas bengaleiros. Isso não podia ter sido feito a um elefante que foi de Lisboa andando, atravessando os Alpes…”.

A assistência emociona-se, tal como já havia acontecido durante uma leitura muito especial de um excerto de “Viagem a Portugal”, publicado há trinta anos, sobre a sua terra.

“Castelo Novo é uma das mais comovedoras lembranças do viajante.” A terra é pequena mas nem por isso deixou de dar azo a alguma confusão que começava a irritar o escritor: parados num largo grande, com fonte onde gente se abastecia de água, Saramago insistia que aquela não era a praça dos Paços do Concelho, com um pelourinho manuelino e um chafariz ali posto por D. João V, que fazia questão de nos mostrar. “Se este fosse o largo eu teria escrito tanto?!” argumenta.

Junto ao pelourinho finalmente encontrado, foi tempo de ouvir novamente o Nobel ler as palavras por ele escritas há tantos anos. Ao final do dia, Figueira de Castelo Rodrigo e Castelo Rodrigo lá no alto, palco escolhido para o escritor fazer as despedidas de Salomão antes de o elefante entrar em terras espanholas rumo a Valladolid. Na hora da despedida, regista-se a curiosidade da coincidência: Salomão seguiu para Valladolid, Saramago também, para dar uma conferência. O escritor parte satisfeito, diz que o elefante parece ter ganho vida própria, como neste caso em que se transformou num elo de ligação capaz de criar um roteiro entre aldeias e vilas históricas do país.

In english:

As there is no record of Saloman’s actual journey, the writer decided not to mention places names, thus creating the desired aura of mystery in the pages of his latest novel. Only two locations are recorded in the book: the departure point and the arrival point. Given as a wedding present to her cousin Maximilian, Archduke of Austria by Catherine of Austria, wife of King João III, Salomon the elephant’s journey starts at Belém, near Lisbon, as he sets off towards Vienna. The Portuguese leg of his journey ends at Figueira de Castelo Rodrigo on the Spanish border.

Read the complete article here.


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untitledRápido, sigan a ese elefante.
Se llama Salomón, es de raza india (más pequeño y con el lomo más arqueado que el de sus primos africanos) y se ha escapado de un libro de José Saramago con rumbo al este. Lo acompaña un brahmán con nombre de poeta (Subhro) y una guarnición asustada y desastrada.
Síganlo, sí. Pero no lo atrapen, porque la gracia está en eso, en el camino. O mejor dicho: en el caminho.

Assim começa o artigo de duas páginas que a edição de hoje do El Mundo dedica ao Caminho de Salomão.
O artigo, com texto do jornalista Luis Alemany e fotografias de Ana Baião, pode ser lido na sua totalidade, aqui.

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